quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

JULGAS AO OUTRO: CONDENA-TE


Não se pode falar em preconceito sem agregar-se o letal complemento do julgamento. Quem julga, reúne elementos de todas as ordens, fixados em fatos passados, consolidados na hora exata de sua aplicação e indubitavelmente arquitetados nas possibilidades futuras que se quer imaginam-se certas a acontecer.
O sujeito dessa ação, então, compila todas essas informações, desconsiderando a intervenção, nem mesmo a justificativa daqueles que as produziram.
 O julgo parte de um complexo referencial de leis próprias, autoatribuídas como direito máximo à única figura de ação que julga.

Há um único referencial, o próprio que aponta o sentido e a razão dentro das comparações desleais realizadas entre o conteúdo apresentado por um alguém qualquer perante o embate com a jurisprudência pessoal, implacável, que arbitra desfavoravelmente Não é preciso de uma solenidade e nem do púlpito simbólico para esse exercício. Há uma informalidad...e para a conduta de julgar, socialmente aceita e reverenciada pela sociedade de forma irrestrita.

Apreciam-se os fatos para um insano preexistente, o sujeito objeto do julgamento. Sim, é à pessoa que se direciona tamanha precisão e dedicação, muito menos a ação e intenção. Analisam-se, com parcialidade, cada equívoco, erro ou má intenção, todas opostas às doutrinas filosóficas que rondam a mente do Juiz que se dispõe a necrosar e destrinchar a essência de igual que lhe diferencia. Avaliam-se, dentro de uma crença absoluta, somente o que não se equipara, considerando que o julgado nunca nada tem a aproximar-se. É marginalizado indistintamente. Por fim, decreta-se a pena e aplica-se o veredito condenatório, cuja finalidade é expurgar, aos poucos, essa vida, sem valia, da zona de conforto que impera o comodismo e a conveniência do Juiz.

Um rompante de enaltecimentos de autoqualificação em detrimento a reprovação que dilacera e faz menor a igual riqueza pertencente ao réu dos valores humanos. Uma competição desleal, ou seja, sem lei, sem regras, sem limites, onde o único alicerce são suas vítimas e as transposições naturais das rotas seguidas por todos os envolvidos.
Porém, é o Juiz que se condena, pela simples razão de ausentar-se da sua identidade para preocupar-se e dedicar-se à personalidade e à vida dos outros. Como nada é para sempre, esse terá que se defrontar com o próprio vazio e as impregnações nocivas que marcam sua alma ao longo da trajetória.
O julgado, mesmo abalado, caído, roto e torto, jamais deixará de ser aquilo que o constitui.
 Levantará de dará prosseguimento a sua jornada, fortalecido e com um belo aprendizado a fortalecê-lo.  

Clécio Carlos Gomes
 fonte: facebook Perguntas do Divã
https://www.facebook.com/#!/groups/424374020962186/

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

OS SETE PASSOS PARA A SUPERAÇÃO DO CONTROLE DO EGO

Aqui estão sete sugestões para ajudá-lo a transcender os conceitos enraizados do orgulho. Foi escrito com o intuito de preveni-lo contra a falsa identificação com o ego orgulhoso.

1. PARE DE SE SENTIR OFENDIDO

O comportamento de outras pessoas não é motivo para se sentir imobilizado. Existe a ofensa apenas quando você se enfraquece.
Se procurar por situações que o aborreça, as encontrará em cada esquina. É o ego no controle convencendo você que o mundo não deveria ser do jeito que é. Mas é possível tornar-se um observador da vida e alinhar-se com o Espírito da Criação universal. Não se alcança o poder da intenção sentindo-se ofendido. Procure erradicar, de todas as formas possíveis, os horrores do mundo que emanam da identificação maciça do ego, e esteja em paz. Assim como nos lembra o Curso em Milagres : a paz está em Deus e você que é parte Dele só retorna ao lar em Sua paz. O Ser está em Deus e você que é parte Dele só retorna ao lar em Sua paz. Ficar ofendido cria o mesmo tipo de energia destrutiva que a princípio o feriu, e leva a agressão, ao contra-ataque e a guerra.

2. ABANDONE O QUERER VENCER

O ego adora nos dividir entre ganhadores e perdedores. A busca pela vitória é a forma infalível de evitar o contato consciente com a intenção. Por quê? Porque basicamente é impossível vencer sempre. Algumas pessoas serão mais rápidas, mais sortudas, mais jovens, mais fortes e mais espertas que você e acabará se sentindo insignificante e sem valor diante delas.Você não se resume as suas conquistas e vitórias. Uma coisa é gostar de competir e se divertir num mundo onde vencer é tudo, mas não precisa ser assim em seus pensamentos. Não há perdedores num mundo onde todos compartilham da mesma fonte de energia. Só se pode afirmar que, em determinado dia, sua atuação esteve num certo nível comparada a outras. Mas cada dia é diferente, com outros competidores e novas situações a serem consideradas. Você continua sendo a infinita presença num corpo que está a cada dia ou a cada década, mais velho.
Pare com essa necessidade de vencer, não aceite o conceito de que o contrário de vencer é perder. Esse é o medo do ego. Se seu corpo não está respondendo de forma vencedora, não importa, significa que você não está se identificando unicamente com seu ego. Seja um observador, perceba e aprecie tudo sem a necessidade de ganhar um troféu. Esteja em paz e alinhe-se com a energia da intenção. De forma inusitada, as vitórias aparecerão mais em seu caminho quanto menos as desejá-las.

3. ABANDONE O QUERER ESTAR CERTO

O ego é a raiz de muitos conflitos e desavenças porque o impulsiona julgar as pessoas como erradas. Quando a pessoa é hostil, houve uma desconexão com o poder da intenção. O Espírito de Criação é generoso, amoroso e receptivo; e livre de raiva, ressentimento ou amargura. Cessar a necessidade de ter razão nas discussões e nos relacionamentos é como dizer ao ego; "Não sou seu escravo. Quero me tornar generoso. Quero rejeitar a necessidade de ter razão". Dê a oportunidade de se sentir bem dizendo a outra pessoa que ela está certa, e agradeça-a por lhe direcionar ao caminho da verdade".Ao deixar de querer ter razão, você fortalece a conexão com o poder da intenção. Mas fique atento, pois o ego é um combatente determinado. Tenho visto pessoas terminarem lindos relacionamentos por apego a necessidade de estarem certas. Preste atenção à vontade controlada pelo ego. Quando estiver no meio de uma discussão, pergunte a si mesmo; "Quero estar certo ou ser feliz?" Ao optar por ser feliz, amoroso e predisposto espiritualmente, a conexão com a intenção se fortalecerá. Esses momentos expandem novas conexões com o poder da intenção. A Fonte universal começará a colaborar com você para uma vida criativa ao qual foi predestinado a viver.

4.ABANDONE O QUERER SER SUPERIOR

A verdadeira nobreza não é uma questão de ser melhor que os outros. É uma questão de ser melhor ao que você era. Concentre-se em seu crescimento, consciente de que ninguém neste planeta é melhor que ninguém. Todos nós emanamos da mesma força de vida criadora.
Todos temos a missão de realizar nossa pretendida essência, tudo que precisamos para cumprir nosso destino está ao nosso alcance.
Mas nada é possível quando nos sentimos superiores aos outros. É um velho ditado e, todavia, verdadeiro: somos todos iguais aos olhos de Deus. Abandone a necessidade de sentir-se superior, perceba a expansão de Deus em cada um. Não julgue as pessoas pelas aparências, conquistas, posses e outros índices do ego. Ao projetar sentimentos de superioridade retorna a você sentimentos de ressentimentos e até hostilidade. Esses sentimentos são veículos que os levam para longe da intenção. O Curso em Milagres aborda essa necessidade de se sentir especial e superior. A distinção sempre leva a comparações. Baseia-se na falta vista no outro, e se mantém pela procura e ostentação das falhas
percebidas.

5.DEIXE DE QUERER TER MAIS

O mantra do ego é "mais". Ele nunca está satisfeito. Não importa o quanto conquistou ou conseguiu, o ego insiste que ainda não é o suficiente.
Ele põe você num estado perpétuo de busca e elimina a possibilidade de chegada. Na realidade, você já está lá e a forma que opta para usar esse momento presente da vida é uma escolha. Ao cessar essa necessidade por mais, as coisas que mais deseja começam a chegar até você.
Sem o apego da posse, fica mais fácil compartilhar com os outros. Você percebe o pouco que precisa para estar satisfeito e em paz.A Fonte universal é feliz nela mesma, expande-se e cria vida nova constantemente. Nunca obstrui suas criações por razões egoístas. Cria e deixa ir. Ao cessar a necessidade do ego de ter mais, você se unifica com a Fonte. Como um apreciador de tudo que aparece, aprende a lição poderosa de São Francisco de Assis: "É dando que se recebe". Ao permitir que a abundância lhe banhe, você se alinha com a Fonte e deixa essa energia fluir.

6. ABANDONE A IDEIA DE VOCE BASEADO EM SEUS EFEITOS

É um conceito difícil quando se acredita que a pessoa é o que ela realiza. Deus compõe todas as músicas. Deus constrói todos os prédios. Deus é a fonte de todas as realizações. Posso ouvir os egos protestando em alto e bom som. Mas, vá se afinizando com essa idéia. Tudo emana da Fonte! Você e a Fonte são um só! Você não é esse corpo ou os seus feitos. Você é um observador. Veja tudo ao seu redor e seja grato pelas habilidades acumuladas. Todo crédito pertence ao poder da intenção, o qual lhe fez existir e do qual você é uma parte materializada. Quanto menos atribuir a si mesmo suas
realizações, mais conectado estará com as sete faces da intenção, mais livre será para realizar e muito aparecerá em seu caminho. Quando nos apegamos às realizações e acreditamos que as conseguimos sozinhos abandonamos a paz e a gratidão à Fonte.

7.DEIXE A SUA REPUTAÇÃO DE LADO

Sua reputação não está localizada em você. Ela reside na mente dos outros. Você não tem controle algum sobre isso. Ao falar para 30 pessoas, terá 30 imagens. Conectar-se com a intenção significa ouvir o coração e direcionar sua vida baseado no que a voz interior lhe diz. Esse é o seu propósito aqui. Ao preocupar-se demasiadamente em como está sendo visto pelos outros, mostra que seu eu está desconectado com a intenção e está sendo guiando pelas opiniões alheias. É o seu ego no controle. É uma ilusão que se levanta entre você e o poder da intenção. Não há nada a fazer, a não ser que você se desconecte da fonte de poder convencido de que seu propósito é provar o quão poderoso e superior é, desperdiçando sua energia
na tentativa de obter uma reputação maior entre outros egos. Faça o que fizer, guie-se sempre pela voz interior conectada e seja grato à Fonte.
Atenha-se ao propósito, desapegue-se dos resultados e assuma a responsabilidade do que reside dentro de você: seu caráter. Deixe os outros discutirem sobre a sua reputação, isso não interessa.

Ou como o título de um livro diz:
''O que você pensa não me diz respeito!''

fonte: Uma mensagem de Wayne W. Dyer
-Domingo 19 de Outubro de 2008
- http ://luzdegaia org/aajuda/itextos/sete_ego htm


quarta-feira, 22 de agosto de 2012

IMPERFEIÇÃO E PERFEIÇÃO

Uma das maiores fontes de insatisfação e ansiedade para o ser humano é a dificuldade em aceitar a si mesmo. Muitos se condenam por não ter o padrão de beleza imposto pelo mundo, por não possuírem a riqueza almejada ou o sucesso e o reconhecimento no campo profissional.

Sentem-se excluídos e indignos de admiração e respeito. O pior que pode acontecer a alguém é não se considerar digno aos seus próprios olhos. Ainda que o mundo inteiro nos condene, se tivermos uma autoestima sólida, nada poderá nos desviar da convicção de que temos valor, ainda que apresentemos alguma imperfeição.

Mas, quando isto não acontece, tornamo-nos vulneráveis ao julgamento do mundo, impondo-nos um esforço sobre-humano para nos encaixar nos padrões que, acreditamos, nos garantirá o amor e a aceitação alheias.

...As pessoas julgaram-no, e você deve ter aceito as idéias delas sem nenhuma investigação. Você está sofrendo de todas as espécies de julgamento das pessoas, e você está jogando esses julgamentos nas outras pessoas. E todo esse jogo desenvolveu-se além da proporção - a humanidade inteira está sofrendo disso.

Se você quiser livra-se disso, a primeira coisa é esta: não se julgue. Aceite humildemente sua imperfeição, seus fracassos, seus erros, suas faltas. Não há nenhuma necessidade de fingir outra coisa. Seja você mesmo: "É assim mesmo que eu sou, cheio de medo. Eu não posso andar na noite escura, não posso ir lá na densa floresta.". O que há de errado nisso? - é humano.

Uma vez que você se aceite, você será capaz de aceitar os outros, porque você terá uma clara visão interior de que eles estão sofrendo da mesma doença. E a sua aceitação deles, os ajudará a aceitarem-se.

Nós podemos reverter todo o processo: aceite-se. Isso o torna capaz de aceitar os outros. E porque alguém os aceita, eles aprendem a beleza da aceitação pela primeira vez - quanta tranquilidade se sente! - e eles começam a aceitar os outros.

Se a humanidade inteira chegar ao ponto onde todo mundo é aceito como é, quase noventa por cento da infelicidade simplesmente desaparecerá - ela não tem fundamentos - e os seus corações se abrirão por conta própria e o seu amor estará fluindo".

A perfeição é algo totalmente impossível de se alcançar, pois a comparação com os demais, sempre nos trará algum quesito em que seremos superados por outra pessoa.

Portanto, o melhor a fazer é tentar aceitar a nós mesmos de modo incondicional, buscando superar nossas limitações mas sem nos deixarmos dominar pela angústia e a infelicidade, quando isto não é conseguido.

Todos temos direito a respeito e consideração, não importa quais as condições sociais, econômicas ou raciais em que nos encontremos. Ter esta convicção arraigada dentro de nós é a única maneira de construirmos um mundo em que a discriminação, o julgamento e o preconceito estejam totalmente ausentes.

"....a primeira coisa é esta: pare de se julgar. Ao invés de julgar, comece a aceitar-se com todas as suas imperfeições, todas as suas debilidades, todos os seus erros, todos os seus fracassos. Não peça a si mesmo para ser perfeito - isso é, simplesmente, pedir pelo impossível e, depois, você se sentirá frustrado. Você é um ser humano, afinal de contas.

Olhe para os animais, para os pássaros; nenhum deles está preocupado, nenhum deles está triste, nenhum deles está frustrado. Você não vê um búfalo dando fricote. Ele está perfeitamente contente, mascando a mesma grama todos os dias. Ele é quase iluminado. Não há nenhuma tensão: há um tremenda harmonia com a natureza, com ele mesmo, com tudo como é. Os búfalos não criam partidos para revolucionar o mundo, para tornar os búfalos em superbúfalos, para tornar os búfalos religiosos, virtuosos. Nenhum animal está interessado nas idéias humanas.

E eles todos devem estar rindo: "O que aconteceu a vocês? Por que você não pode ser apenas você mesmo, como você é? Qual é a necessidade de ser uma outra pessoa?".
Assim, a primeira coisa é uma profunda aceitação de você mesmo.

...As pessoas julgaram-no, e você deve ter aceito as idéias delas sem nenhuma investigação. Você está sofrendo de todas as espécies de julgamento das pessoas, e você está jogando esses julgamentos nas outras pessoas. E todo esse jogo desenvolveu-se além da proporção - a humanidade inteira está sofrendo disso.

Se você quiser livra-se disso, a primeira coisa é esta: não se julgue. Aceite humildemente sua imperfeição, seus fracassos, seus erros, suas faltas. Não há nenhuma necessidade de fingir outra coisa. Seja você mesmo: "É assim mesmo que eu sou, cheio de medo. Eu não posso andar na noite escura, não posso ir lá na densa floresta.". O que há de errado nisso? - é humano.

Uma vez que você se aceite, você será capaz de aceitar os outros, porque você terá uma clara visão interior de que eles estão sofrendo da mesma doença. E a sua aceitação deles, os ajudará a aceitarem-se.

Nós podemos reverter todo o processo: aceite-se. Isso o torna capaz de aceitar os outros. E porque alguém os aceita, eles aprendem a beleza da aceitação pela primeira vez - quanta tranquilidade se sente! - e eles começam a aceitar os outros.

Se a humanidade inteira chegar ao ponto onde todo mundo é aceito como é, quase noventa por cento da infelicidade simplesmente desaparecerá - ela não tem fundamentos - e os seus corações se abrirão por conta própria e o seu amor estará fluindo".

OSHO, The Transmission of the Lamp

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

A RENÚNCIA DE CADA EU

Há vários eus na morada de cada indivíduo. Não existe mistério na fé, apenas uma crença equivocada e determinante, ovacionando o que é seguido, complementado, aglutinado. Cada uma de nossas tendências, falo das múltiplas faces da personalidade, compõe traços distintos para o enfrentamento nos diferentes sistemas em que o homem se inseri. A individualidade da pessoa é, de fato, o reduto fundamental de origem e de desenvolvimento do enigma, onde desconhecer é a tarefa contundente que anula e dá estagnação para a criatura viva e pensante. O movimento primário do indivíduo é o de lutar contra essa situação, fugindo a outro ponto, antagônico, ao inicial. Não sei corro para saber. Ausente de compreensão, busca pela saciação e outras mais.

Numa primeira fase, o ser agrega elementos e diversifica sua participação, formando, em si, uma multiplicidade de eus. Um perfil definido, dentro de uma ação específica e com responsabilidades variadas, fazem com que partes distintas, integradas, sejam projetadas a essas diferentes realidades. Para a vida familiar, lança-se um tipo, assim como para cada membro constituinte, um subtipo derivado. A atividade profissional segue a mesma prerrogativa, os laços acadêmicos, mais informais são atuados semelhantemente, como o é na atividade religiosa, no lazer e compromissos sociais em geral. Em cada tipo de vivência, emerge um eu especializado para atender a demanda de seu potencial e de suas limitações a fim de conquistar um intento estabelecido para aquilo.

Os eus não afloram apenas pelos sistemas voluntários impostos por si na trajetória. Cada pessoa que passa a conviver transforma-se em um subsistema, um tipo de núcleo secundário que também vai delimitar o surgimento e a expansão dos eus de cada um de nós. Esses subsistemas pessoais, são ramificados em ramos diversos pela ação do tempo, onde nem sempre o presente retrata similaridade com o passado e o futuro nem mesmo certeza de existência terá, quanto mais à manutenção daquilo que já fora.

Os próprios eus afloram em botões e pétalas com vida própria. A agregação de conhecimento e a amplitude sobre o olhar à vida e aos seus fenômenos, consolidam e fortalecem cada um deles, fazendo-os mutantes de si mesmos. Aprofundando um pouco mais, os inúmeros eus que preenchem a identidade transitória, modificam-se, moldando-se ao redor de limitações surgidas natural e artificialmente. Por maturação ou desgaste. Consciência ou vantagem, pelo menos algum tipo. A combinação variada e alternativa para ramificação dos eus pode ser descrita, matematicamente, como tendo um exponencial de elevação “n”.

Um possível efeito da relação interna dos vários eus é a asfixia do que de fato é e senti o eu primário, ou, alma, assim poderíamos, atrevidamente, definir. A alma primária representa o âmago, o eixo central de condução. A sobreposição dos eus derivados, gera, espontaneamente, conflitos para ordenação e regularização funcional, porém, quando em demasia e com níveis elevados de contaminação, evoluem para guerras internas onde a edificação de uma nova realidade passa a ser não mais uma meta, mas, sim, uma obsessão. Esse atrito promove movimento e, consequentemente, um deslocamento do centro vital. O que nem sempre é percebido, são as indispensabilidades que, cada um desses gladiadores aplicam a todos os demais eus e para cada elemento das relações traçadas, no sentido de conquistar à compreensão, a simpatia, a empatia e, definitivamente, a internalização de todos como forma de aceitação e enraizamento do desejado novo. Cercados por tantos simpatizantes, os eus passam, então, a sentirem-se falsamente, cercados de companhias altruístas e colaborativas. Inflam-se e esmagam em definitivo o que realmente conceitua o eu primário, ultrapassando a hierarquia na escalada prioritária para a alma.

Abandonar a todo esse conteúdo formado, desistindo do egoísmo arquitetado e rejeitando o reconhecimento que enaltece um status, não é simples e nem tarefa fácil. Esse êxito, contudo, faz livrar-se das amarras, mesmo com exposições, mas, acima de tudo, coloca nas mão, o infinito de todas as potencialidade que o eu primário possui. Encapsulados em gaiolas, cada um dos eus vive em redor de si mesmo, andando em círculos e a somatória das forças de cada um, enjaulam o eu primário, mantendo-o num cativeiro.

A rede estabelecida nesse processo, faz com que correntes imaginárias prendam um ao outro, mantendo-os dependentes, sem movimentação independente. Escravos de si, do outro e de todos. O afastamento dessa estrutura, ou, a renúncia do todo que se faz constituir, faz das asas um salto de liberdade à amplidão que não deseja ser entendida.

Clécio Carlos Gomes

quarta-feira, 25 de julho de 2012

VOCÊ SE CONSIDERA UMA PESSOA LIVRE?

 
Mas, afinal de contas, o que é ter liberdade?

Se pensamos que somos livres só pelo fato de não estar atrás das grades, podemos até nos dizer livres.

Mas, será que realmente somos?

Se você diz ter liberdade plena, mas se irrita quando os outros querem; se veste conforme os modistas determinam; sente ódio quando as circunstâncias pedem; usa a marca que a sociedade estabelece como sendo a melhor, e se submete a outras tantas cadeias psicológicas, você pode até dizer-se livre, mas é um encarcerado da alma.
O homem verdadeiramente livre é senhor de si, dos seus atos, da sua vontade.
Quem é livre não se submete aos vícios, nem às convenções sociais descabidas, nem cai em armadilhas preparadas para os descuidados.
A verdadeira liberdade é a liberdade da alma.
Gandhi, o homem que soube lutar pela paz, apesar de ficar detido atras das grades muitas vezes, era um homem livre, pois ninguém conseguia aprisionar-lhe a alma.
Paulo o apóstolo, mesmo jogado numa cela fétida e úmida, manteve-se sereno e senhor da sua liberdade moral.
Os homens podiam impedir que ele andasse livremente, mas jamais conseguiram deter sua liberdade de pensar e sentir.
Quando um homem é livre, não se importa com o que pensam dele nem com o que falam a seu respeito, mas sim do que fala sua própria consciência.
Os pais e mães modernos, nem sempre estão dispostos a educar os filhos para que sejam livres pois estabelecem, desde a infância, uma série de situações que tendem a fazer com que pensem pela cabeça dos outros.
Não os deixam ter as experiências de que necessitam para ser livres e por isso os fazem seus dependentes.
Dependem da mãe para escolher a roupa e o calçado que irão usar, para arrumar sua cama, para pôr ordem seus brinquedos e, às vezes, até para fazer as lições da escola.
Sim, há pais que fazem pelos filhos as tarefas que os professores lhes solicitam.
Pensando em ajudar, negam ao filho a oportunidade de se fazer verdadeiramente livre.
Outros pais fazem dos filhos cópias perfeitas dos seus ídolos da tv. Compram roupas, bolsas, calçados e outros adereços de personagens que a mídia produz, como se fossem modelos saudáveis a serem seguidos.
Não se dão conta, esses pais, que estão criando um condicionamento negativo, impedindo que as crianças desenvolvam o senso crítico.
Importante que pensemos com seriedade a esse respeito, buscando a nossa liberdade moral e ajudando os filhos a conquistar sua própria libertação.
Libertação física pela limitação dos apetites, não se deixando governar pelos instintos.
Libertação intelectual pela conquista da verdade, mantendo a mente sempre aberta.
E libertação moral pela procura da virtude.
Somente quando soubermos governar a nós mesmos com sabedoria é que poderemos nos dizer verdadeiramente livres.

***

O limite da liberdade encontra-se inscrito na consciência de cada pessoa, que gera para si mesma o cárcere de sombra e dor, ou as asas de luz para a perene harmonia.

(Autor Desconhecido)
fonte: internet

sábado, 30 de junho de 2012

DIAS DIFÍCEIS



Há dias que parecem não ter sido feitos para ti.
Amontoam-se tantas dificuldades, inúmeras frustrações e incontáveis aborrecimentos, que chegas a pensar que conduzes o globo do mundo sobre os ombros dilacerados.

Desde cedo, ao te ergueres do leito, pela manhã, encontras a indisposição moral do companheiro ou da companheira, que te arremessa todos os espinhos que o mau humor conseguiu acumular ao longo da noite.
Sentes o travo do fel despejado em tua alma, mas crês que tudo se modificará nos momentos seguintes.

Sais à rua, para atender a esse ou àquele compromisso cotidiano, e te defrontas com a agrestia de muitos que manejam veículos nas vias públicas e que os convertem em armas contra os outros; constatas o azedume do funcionário ou do balconista que te atende mal, ou vês o cinismo de negociantes que anseiam por te entregar produtos de má qualidade a preços exorbitantes, supondo-te imbecil. Mesmo assim, admites que, logo, tudo se alterará, melhorando as situações em torno.
Encontras-te com familiares ou pessoas amigas que te derramam sobre a mente todo o quadro dos problemas e tragédias que vivenciam, numa enxurrada de tormentos, perturbando a tua harmonia ainda frágil, embora não te permitam desabafar as tuas angústias, teus dramas ou tuas mágoas represadas na alma. Em tais circunstâncias, pensas que deves aguardar que essas pessoas se resolvam com a vida até um novo encontro.

São esses os dias em que as palavras que dizes recebem negativa interpretação, o carinho que ofereces é mal visto, tua simpatia parece mero interesse, tuas reservas são vistas como soberba ou má vontade. Se falas, ou se calas, desagradas.
Em dias assim, ainda quando te esforces por entender tudo e a todos, sofres muito e a costumeira tendência, nessas ocasiões, é a da vitimação automática, quando se passa a desenvolver sentimentos de autopiedade.

No entanto, esses dias infelizes pedem-nos vigilância e prece fervorosa, para que não nos percamos nesses cipoais de pensamentos, de sentimentos e de atitudes perturbadores.
São dias de avaliação, de testes impostos pelas regentes leis da vida terrena, desejosas de que te observes e verifiques tuas ações e reações à frente das mais diversas situações da existência.




Quando perceberes que muita coisa à tua volta passa a emitir um som desarmônico aos teus ouvidos; se notares que escolhendo direito ou esquerdo não escapas da ácida crítica, o teu dever será o de te ajustares ao bom senso. Instrui-te com as situações e acumula o aprendizado das horas, passando a observar bem melhor as circunstâncias que te cercam, para que melhor entendas, para que, enfim, evoluas.

Não te olvides de que ouvimos a voz do Mestre Nazareno, há distanciados dois milênios, a dizer-nos: No mundo só tereis aflições...

Conhecedores dessa realidade, abrindo a alma para compreender que a cada dia basta o seu mal..., tratarás de te recompor, caso tenhas te deixado ferir por tantos petardos, quando o ideal teria sido agir como o bambuzal diante da ventania. Curvar-se, deixar passar o vendaval, a fim de te reergueres com tranqüilidade, passado o momento difícil.

Há, de fato, dias difíceis, duros, caracterizando o teu estádio de provações indispensáveis ao teu processo de evolução. A ti, porém, caberá erguer a fronte buscando o rumo das estrelas formosas, que ao longe brilham, e agradecer a Deus por poderes afrontar tantos e difíceis desafios, mantendo-te firme, mesmo assim.

Nos dias difíceis da tua existência, procura não te entregares ao pessimismo, nem ao lodo do derrotismo, evitando alimentar todo e qualquer sentimento de culpa, que te inspirariam o abandono dos teus compromissos, o que seria teu gesto mais infeliz.

Põe-te de pé, perante quaisquer obstáculos, e sê fiel aos teus labores, aos deveres de aprender, servir e crescer, que te trouxeram novamente ao mundo terrestre.
Se lograres a superação suspirada, nesses dias sombrios para ti, terás vencido mais um embate no rol dos muitos combates que compõem a pauta da guerra em que a Terra se encontra engolfada.

Confia na ação e no poder da luz, que o Cristo representa, e segue com entusiasmo para a conquista de ti mesmo, guardando-te em equilíbrio, seja qual for ou como for cada um dos teus dias.
Sentes o travo do fel despejado em tua alma, mas crês que tudo se modificará nos momentos seguintes.



Sais à rua, para atender a esse ou àquele compromisso cotidiano, e te defrontas com a agrestia de muitos que manejam veículos nas vias públicas e que os convertem em armas contra os outros; constatas o azedume do funcionário ou do balconista que te atende mal, ou vês o cinismo de negociantes que anseiam por te entregar produtos de má qualidade a preços exorbitantes, supondo-te imbecil. Mesmo assim, admites que, logo, tudo se alterará, melhorando as situações em torno.

Encontras-te com familiares ou pessoas amigas que te derramam sobre a mente todo o quadro dos problemas e tragédias que vivenciam, numa enxurrada de tormentos, perturbando a tua harmonia ainda frágil, embora não te permitam desabafar as tuas angústias, teus dramas ou tuas mágoas represadas na alma. Em tais circunstâncias, pensas que deves aguardar que essas pessoas se resolvam com a vida até um novo encontro.

São esses os dias em que as palavras que dizes recebem negativa interpretação, o carinho que ofereces é mal visto, tua simpatia parece mero interesse, tuas reservas são vistas como soberba ou má vontade. Se falas, ou se calas, desagradas.
Em dias assim, ainda quando te esforces por entender tudo e a todos, sofres muito e a costumeira tendência, nessas ocasiões, é a da vitimação automática, quando se passa a desenvolver sentimentos de autopiedade.

No entanto, esses dias infelizes pedem-nos vigilância e prece fervorosa, para que não nos percamos nesses cipoais de pensamentos, de sentimentos e de atitudes perturbadores.
São dias de avaliação, de testes impostos pelas regentes leis da vida terrena, desejosas de que te observes e verifiques tuas ações e reações à frente das mais diversas situações da existência.

Quando perceberes que muita coisa à tua volta passa a emitir um som desarmônico aos teus ouvidos; se notares que escolhendo direito ou esquerdo não escapas da ácida crítica, o teu dever será o de te ajustares ao bom senso. Instrui-te com as situações e acumula o aprendizado das horas, passando a observar bem melhor as circunstâncias que te cercam, para que melhor entendas, para que, enfim, evoluas.

Não te olvides de que ouvimos a voz do Mestre Nazareno, há distanciados dois milênios, a dizer-nos: No mundo só tereis aflições...

Conhecedores dessa realidade, abrindo a alma para compreender que a cada dia basta o seu mal..., tratarás de te recompor, caso tenhas te deixado ferir por tantos petardos, quando o ideal teria sido agir como o bambuzal diante da ventania. Curvar-se, deixar passar o vendaval, a fim de te reergueres com tranqüilidade, passado o momento difícil.

Há, de fato, dias difíceis, duros, caracterizando o teu estádio de provações indispensáveis ao teu processo de evolução. A ti, porém, caberá erguer a fronte buscando o rumo das estrelas formosas, que ao longe brilham, e agradecer a Deus por poderes afrontar tantos e difíceis desafios, mantendo-te firme, mesmo assim.



Nos dias difíceis da tua existência, procura não te entregares ao pessimismo, nem ao lodo do derrotismo, evitando alimentar todo e qualquer sentimento de culpa, que te inspirariam o abandono dos teus compromissos, o que seria teu gesto mais infeliz.

Põe-te de pé, perante quaisquer obstáculos, e sê fiel aos teus labores, aos deveres de aprender, servir e crescer, que te trouxeram novamente ao mundo terrestre.
Se lograres a superação suspirada, nesses dias sombrios para ti, terás vencido mais um embate no rol dos muitos combates que compõem a pauta da guerra em que a Terra se encontra engolfada.


Confia na ação e no poder da luz, que o Cristo representa, e segue com entusiasmo para a conquista de ti mesmo, guardando-te em equilíbrio, seja qual for ou como for cada um dos teus dias.

Raul Teixeira/Camilo

sexta-feira, 15 de junho de 2012

A FORMAÇÃO DA PERSONALIDADE


A personalidade é a identidade individualizada de cada pessoa. Um tipo de “DNA” emocional cuja impressão não possui um registro revelado e sua composição é determinada por uma vastidão de elementos. Oficialmente, reconhecido pela academia, a personalidade é estruturada em dois eixos fundamentais que traçam o perfil personalizado das pessoas: o temperamento e o caráter.

O temperamento, como a própria raiz da palavra indica, dá ao sujeito o tempero inato para as respostas provocadas pelos estímulos internos e do meio ambiente. Sua etiologia é eminentemente orgânica e seu funcionamento deriva de uma combinação herdada, geneticamente, de neurotransmissores que atuam ativamente na forma de interação consigo, com o outro e com o meio ambiente. Tendo uma formação biológica, o temperamento não é modificado, apenas pode ser controlado artificialmente quando assim se fizer necessário.


Já o caráter é apreendido. A repetição ao estímulo provoca, primitivamente, um processo de aprendizagem e de condicionamento, formas rudimentares utilizadas nos primeiros anos de vida. Caráter é o conjunto de características que o indivíduo internaliza ao longo de seu desenvolvimento. Os primeiros anos de vida consolidam uma matriz ampla e genérica desses traços e a continuidade ao longo dos anos agrega novas informações e valores. Através do caráter aprendemos sobre os componentes afetivos, o amor e a proximidade com as demais pessoas. Posteriormente, ocorre o treino do controle, do descontrole, da autonomia e da dependência, da socialização ou da introspecção e finaliza-se essa matriz com a identificação dos papéis relacionados ao gênero masculino e feminino.


Os requintes pertinentes à personalidade acontecem, também, através da educação oferecida pelos tutores. A memória cultural, incutida em cada família, cada pai e mãe, é repassada às novas gerações, estabelecendo uma repetição de padrões, costumes, crenças e condicionamentos que operam na maneira de reger padrões de comportamento na sociedade. Há uma disseminação daquilo que é considerado adequado e apropriado para o bem estar da coletividade. Uma formação de senso comum, atuando com o papel de maestro que rege e orquestra um suposto bem estar para as civilizações.

Os grupos de pesquisa científica ainda não oportunizaram a abertura para que novos elementos elucidem as lacunas encontradas nas personalidades humanas. Afinal, nem tudo é compreendido plenamente, assim como muitos questionamentos obtém respostas evasivas para suas justificativas. Citaria, como um exemplo recente, o comportamento da esposa que mata e esquarteja o marido, ocultando o cadáver por motivação vil e inconsistente. Na verdade, poderia descrever dezenas de linhas com fatos presenciados em nossa sociedade, cuja análise e a explicação, por mais contundentes, mantêm-se torpes e inacabadas.

Existe sim, e isso é factual, uma memória dos clãs, ou seja, uma aculturação dos padrões familiares que se propagam por séculos e gerações que repetem suas sagas. Um estudo interessante, de foco amplo e minúcias intrínsecas ricas e explicativas para os processos consequências existentes na vida das pessoas e de suas famílias. Um agrupamento sintonizado e emparelhado que carrega um traço, um perfil ou determinada característica através de proles repetidas.


Outro componente para a personalidade é o “dèjá vu”, ou as impressões de repetição. Já estive já conheci, já passei por isso, enfim, todos os jás que assolam as cabeças pensantes que vagam por ai. Refiro-me a belíssima iniciativa que alguns centros de pesquisa estão tendo para pesquisar uma suposta realidade espiritual sobre a vida das pessoas, como USP, UNICAMP e algumas outras espalhadas pelo mundo.


Não oficialização, nem reconhecimento dos fatos transpessoais. Por enquanto existe a fé apenas. Entretanto, não se pode mais negligenciar e afastar as possibilidades do deslocamento da alma em tempo e espaço e a eternidade da alma e seu solo fértil, multiplicando a ocorrência de personalidades variadas em cada uma das passagens. A física, a Medicina, a Psicologia assim como outras áreas do saber, relaciona-se com tais experiências e, acima de tudo, a população em geral grita pelo entendimento do que não se considera e daquilo que é desconhecido.

O simples fato de se respeitar essa possibilidade potencializará significativamente, o entendimento sobre o incompreensível, auxiliando nossa visão sobre o mundo e agregando uma qualidade à vida inestimável. Acredito que a hora de descer do pedestal da onipotência passou. Ciência e religião precisão, indiscutivelmente, dar as mãos e contribuírem de forma efetiva para o aumento do saber e do conhecimento do homem sobre o próprio homem. Não há só espiritual, assim como também não existe apenas o material. A junção das manifestações é que determina o ritmo da nossa estadía por ai.

Clécio Carlos Gomes

quarta-feira, 21 de março de 2012

ENSINAMENTOS

Tudo no universo opera por vibração, e conseqüente ressonância.

Quando uma pessoa ataca, a outra só reage se aquilo encontrou ressonância (pode ser a nível físico, se for uma agressão física, ou moral, se for uma agressão verbal).

Ao tocar uma nota Dó no violão, pode notar que a outra corda Dó vai ressoar, porque ambas estão afinadas (daí vem a palavra "afinidade").

Se uma agressão o perturbar, é porque ela ressoou em você, e você, entendendo o mecanismo, procure localizar ONDE ressoou e o PORQUÊ, e então procure eliminar esses traços em você (assim como um psicólogo faz com seu paciente).

Uma vez que isso acontece, não há necessidade de dar uma resposta, pois onde não há ofensa
não há necessidade de contra-ofensa ou mesmo perdão (algo que Gandhi já falava, com o seu Ahimsa).

Aliás, Gandhi e Jesus foram exemplos extremos de que mesmo agressões físicas não podiam perturbar suas almas. Pode-se destroçar o corpo, matá-lo, mas só é possível fazer o mesmo com sua alma se você o permitir.

No fundo do seu ser repousa uma mente tranquila e serena como um lago.

Se a tranquilidade da água permite refletir as coisas, o que não poderá a tranquilidade do espírito?

(Chuang Tzu)

O OUTRO LADO DA RAIVA

Quando algo é invisível, você pode continuar vendendo, não há qualquer dificuldade para se fazê-lo. A Índia tem vendido bens invisíveis para o mundo, mas nenhum bem visível. Naturalmente eles ficam com raiva de mim porque eu insisto que os bens devem ser visíveis, que vocês estão carregando uma caixa vazia, que não existe nenhum ganso dentro da garrafa. E por cinco mil anos eles têm feito esses bons negócios – e eu estou destruindo todo o fundamento deles.

É natural que eles estejam com raiva de mim. Mas a raiva simplesmente revela o medo. Lembre-se sempre: a raiva é o medo estancado à sua frente. É sempre o medo que se esconde atrás da raiva; medo é o outro lado da raiva. Sempre que você fica com medo, a única maneira de esconder o medo e ficar raivoso, porque com o medo você fica exposto. A raiva cria uma cortina ao seu redor; você pode se esconder atrás da raiva. A mente indiana está se realmente ficando com medo de mim. E não é apenas a mente indiana mas todas as outras mentes no mundo que estão fazendo esse mesmo tipo de negócio de explorar bens invisíveis. Todos eles estão ficando com medo.
Quando eles ficam raivosos comigo, eu sei que acertei o ponto exato. Eu me divirto com isso. Eles têm estado fingindo amor, compaixão, solidariedade, compreensão e eu estou expondo o verdadeiro âmago deles. Sem saber o que estão fazendo, eles estão fazendo o que eu quero que eles façam. Eles estão em minhas mãos. Qualquer um que fique com raiva de mim está sendo pego por mim. Ele entra num redemoinho. Eu irei chocalhá-lo, irei assombrá-lo. Mais cedo ou mais tarde ele irá tirar as roupas e ficará nu diante do sol. Isso é o que está acontecendo. Quando estão com raiva de mim eles estão realmente mostrando que foram expostos.

E a única maneira de se defender é sendo agressivo. Eles estão se defendendo, mas eles só conseguem se defender se eles se tornarem agressivos. Sua raiva está simplesmente revelando sua impotência.

Osho

SÓ PELA FORÇA DE VONTADE

Todo processo evolutivo tem por trás o caos seguido da ordem. o caos é algo natural e inevitável.

Não adianta lutar contra ele, temos que vir ao seu encontro. Não é preciso temê-lo, o importante é saber conviver com ele.

Não devemos entender o caos como sinônimo de desordem, trata-se de um sistema em vias de organização, as crises na verdade são ajustes sistêmicos.

A solução está em desenvolver novos valores e crenças mais adequadas à realidade.
Não há sentido em querer aprender nadar numa piscina quando a vida é um oceano.

O caos indica ventos de mudança.

Não basta identificar uma lista de valores que possuimos internamente, é necessário tê-los à disposição quando precisamos deles.

Se queremos que algo renasça, é preciso injetar força vital.

Quando há força num sistema existe ordem, quando não existe força, existe caos.

A causa de caos em um sistema é a perda de poder.

Se queremos que qualquer sistema se recupere, temos que injetar energia nele.
Só pela vontade nada acontece.

As coisas acontecem sim, pela Força de Vontade.

(trecho resumido do livro No Olho do Furacão - Ken O´Donnel)